Crises e interrupções presidenciais na América Latina

Breno A. H. Marisguia (DCP - UFMG)
2021-08-26

A instabilidade latino-americana


A instabilidade latino-americana

Interrupções presidenciais após a terceira onda de democratização
Nome País Posse Interrupção
Hernán Siles Zuazo Bolívia 1982 08/1985
Raúl Ricardo Alfonsín Argentina 1983 07/1989
Fernando Collor de Mello Brasil 1990 10/1992
Jorge Antonio Serrano Elías Guatemala 1991 06/1993
Carlos Andrés Pérez Venezuela 1989 06/1993
Abdalá Bucaram Equador 1996 02/1997
Raúl Cubas Grau Paraguai 1998 03/1999
Jamil Mahuad Equador 1998 01/2000
Alberto Fujimori Peru 2000 10/2000
Fernando de la Rúa Argentina 1999 12/2001
Gonzalo Sánchez de Lozada Bolívia 2002 10/2003
Carlos Mesa Bolívia 2003 06/2005
Lucio Gutiérrez Equador 2003 04/2005
José Manuel Zelaya Honduras 2006 06/2009
Fernando Armindo Lugo Paraguai 2008 06/2012
Otto Pérez Molina Guatemala 2012 09/2015
Dilma Rousseff Brasil 2015 08/2016
Pedro Pablo Kuczynski Peru 2016 03/2018
Evo Morales??? Bolívia 2006 11/2019
Martín Vizcarra Peru 2018 11/2020

Fatores contribuintes para crises e quedas


Testando alguns fatores


Crise

Condicionantes das crises presidenciais
Statistical models
  Modelo 1 Modelo 2 Modelo 3
Intercepto 0.00*** 0.00*** 0.01***
  (1.16) (1.17) (1.16)
Idade do regime 0.99 0.99 0.99
  (0.02) (0.02) (0.02)
Poderes presiden. 1.10* 1.10* 1.06
  (0.04) (0.04) (0.04)
Multipartidarismo 1.06 0.88 0.93
  (0.40) (0.42) (0.44)
Minoria 2.55* 2.97* 4.52**
  (0.44) (0.45) (0.49)
Inflação   1.00 0.96
    (0.11) (0.11)
Cresc. PIB   0.93 0.92
    (0.04) (0.04)
Protestos   1.37*** 1.34***
    (0.08) (0.09)
Elites democráticas     0.12**
      (0.75)
Elites radicais     0.57
      (1.04)
Num. obs. 826 826 826
Coeficientes apresentados como razão de chance. Em parêntesis: erro padrão. ⋆⋆⋆p<0.01; ⋆⋆p<0.05; p<0.1

Interrupção

Condicionantes das interrupções presidenciais
Statistical models
  Modelo 1 Modelo 2 Modelo 3
Intercepto 0.16 0.00** 0.00**
  (1.70) (2.69) (3.44)
Constrições 0.79 1.20 1.46
  (0.23) (0.30) (0.36)
Minoria 8.36* 20.17* 43.36*
  (1.06) (1.27) (1.68)
Escândalos   12.70** 23.36**
    (0.82) (1.14)
Protestos   18.49*** 24.40**
    (0.80) (1.02)
PIB t-1   0.90 0.85
    (0.11) (0.13)
Elites democráticas     0.26
      (1.86)
Elites radicais     5.44
      (2.21)
Num. obs. 107 107 93
Coeficientes apresentados como razão de chance. Em parêntesis: erro padrão. ⋆⋆⋆p<0.01; ⋆⋆p<0.05; p<0.1


Probabilidade predita de interrupção


Presidentes Ano País Prob. Interrupção (%) Ranking (mandato-ano)
Rousseff 2016 BRA 92 1
Kuczynski 2018 PER 88 2
Collor 1992 BRA 87 3
Molina 2015 GUA 86 4
Lugo 2012 PAR 86 5
Perez 1993 VEN 81 6
Gutierrez 2005 ECU 77 7
Fujimori III 2000 PER 77 8
Serrano 1993 GUA 74 9
Alfonsin 1989 ARG 42 12
de la Rua 2001 ARG 41 13
Bucaram 1997 ECU 39 15
de Lozada 2003 BOL 37 18
Mahuad 1999 ECU 35 21
Mesa 2005 BOL 33 23
Cubas 1999 PAR 32 25
Siles 1985 BOL 4 49
Vizcarra 2020 PER 3 56
Zelaya 2009 HON 2 84

Escudo legislativo + aderência democrática

Probabilidade predita de interrupção, protesto condicionado pela aderência democrática das elites, em maioria e minoria parlamentar. Crise (Modelo 3) e interrupção (Modelo 3).


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